O que a sua empresa pode aprender com os patrocinadores da Copa

Você está entre as empresas que não patrocinam o maior evento esportivo do futebol mundial e, nesse momento, está se perguntando como e se deveria entrar nessa conversa por meio do seu produto ou serviço. 

Observando os grandes patrocinadores, o aprendizado para as PMEs não está no valor investido em mídia, mas na infraestrutura, no pensamento que está por trás das campanhas.

Aqui estão os três  pilares que você pode seguir para entrar nesse tema e não ficar de fora da conversa "Rumo ao Hexa":

1. Pare de fazer "Campanha" e comece a ter "Presença"

O grande erro das PMEs é a lógica do tiro único: uma promoção no dia do jogo e silêncio no resto da semana. Marcas como iFood e Budweiser não fazem isso. Elas criam uma jornada.

Se a sua empresa não tem fôlego para grandes sorteios, ela tem fôlego para a recorrência.

A lição: Como sua marca pode estar presente na antecipação do clima e no pós-jogo? O objetivo é ser lembrado durante todo o torneio, mantendo a marca relevante na rotina do cliente, e não apenas no momento do apito inicial.

2. Seja um "Facilitador", não um intruso

Marcas como Visa e Vivo não estão lá para dizer "olha como somos legais e amamos futebol". Elas se posicionam como parceiras que facilitam a vida de quem está assistindo. Elas mostram por que estar ali importa para o cliente.

A lição: Qual é o "suporte" que a sua empresa dá para o seu cliente nesse período? Se você é uma empresa de serviços, como você facilita o horário de trabalho dele para ele ver o jogo com tranquilidade? Se é B2B, como ajuda o seu cliente a não perder produtividade? O marketing que funciona é o que resolve um problema da vida real.

3. O futebol é o cenário, a Identidade é o ator principal

A empresa, na ansiedade de fazer parte, foca tanto no campo que esquece de quem é. Esse é um erro porque o resultado desse ‘fazer’ sem estratégia é uma comunicação diluída, genérica e, até mesmo, chata.

As grandes marcas não abandonam suas cores, seu tom de voz ou sua promessa de marca. Elas adaptam o futebol ao seu universo proprietário.

A lição: Se o tom da sua marca é sério e analítico, não tente fazer memes de dancinha só porque é Copa. Use os símbolos do esporte, mas mantenha os pilares do seu posicionamento. A comunicação precisa ser reconhecida pelo seu cliente mesmo em um ambiente saturado de verde e amarelo. Um bom exemplo é a Vivo com ‘torcedor roxo’.  (Você pode ver aqui)

Reputação é consistência

O torcedor não assiste mais ao jogo de forma passiva; ele está na "segunda tela", buscando conexão e conversas de verdade.

Para a sua empresa, a Copa não deve ser uma interrupção da sua estratégia, mas uma oportunidade de reforçar o seu posicionamento. O segredo não é gritar mais alto que os patrocinadores oficiais, é falar com mais clareza para o público que já confia em você.



Aline Caio é especialista em comunicação estratégica e reputação de marcas, com 20 anos de experiência. Atua no planejamento e posicionamento de pessoas e empresas, unindo propósito, valores e comunicação para construir marcas fortes, autênticas e de alta reputação. Relações Públicas e Fundadora daPraGente Consultoria em Comunicação.

Anterior
Anterior

Como torcer sem cair no marketing de emboscada

Próximo
Próximo

Timing não é sorte: por que a comunicação da sua empresa precisa ser parte da estrutura e não uma atividade